A noite parecia feita de prata.
Cada folha, cada sombra, cada gota de orvalho refletia a luz pálida da lua como se o mundo inteiro respirasse ao mesmo tempo que ela.
Fazia frio, mas o corpo queimava por dentro.
Desde o amanhecer, o sangue fervia de um jeito estranho, como se algo estivesse tentando sair, romper a pele, se libertar.
Passei o dia tentando fingir normalidade.
Andei pela floresta, procurei abrigo, bebi água do riacho, mas a cada passo o ar parecia mais pesado, o som do vento mais a