O rio corria ao meu lado, largo e silencioso, refletindo o brilho frio da lua.
As colinas pareciam suspirar à medida que eu passava, como se guardassem segredos que ninguém mais ousava contar.
O colar que a loba do Vale me dera ainda pulsava no pescoço, quente, vivo, como se tivesse coração próprio.
O vento soprava contra o rosto, levando o cheiro úmido da floresta e o sal da minha pele.
Eu caminhava sem parar desde o amanhecer, guiada pelo instinto, pela dor e por algo que se escondia entre os