A tempestade havia parado, mas o ar ainda cheirava a ferro e medo.
A cidade dormia sob uma falsa calmaria, e eu caminhava pelas ruas vazias tentando ignorar o peso do que o estranho me dissera. Cada passo parecia ecoar um aviso. A loba dentro de mim estava inquieta.
Senti o vento mudar de direção e o frio correr pela espinha.
Alguém estava vindo.
O farol de um carro apagado piscou três vezes na esquina. Depois, o silêncio. Nenhum som além do bater do meu coração. As luzes da rua oscilaram e, po