Samantha
O dia amanheceu pesado, o céu coberto por nuvens densas que pareciam anunciar algo que nem mesmo os pássaros ousavam cantar. A tensão na matilha era palpável. Todos sentiam que algo se aproximava, como um trovão prestes a romper o silêncio.
Eu estava junto às mulheres, ajudando a organizar os suprimentos para as crianças, quando ouvi o primeiro alarme soar. O uivo cortou a aldeia com urgência, um som que não admitia demora. As mães agarraram seus filhos, os guerreiros correram para se armar. O coração me apertou.
Arwen ergueu a voz dentro de mim.
— “Mercenários. Sinto o cheiro de sangue que não pertence à alcateia.”
Corri até a clareira central, e lá estava Ayres, com os olhos sombrios, mas firmes. Quando me viu, não precisou ordenar que eu ficasse para trás. Ele sabia que eu não obedeceria.
— Eles vêm em grupo. — disse, a respiração controlada — Mercenários pagos por algum Alfa que não tem coragem de me enfrentar cara a cara.
— Então hoje você vai ter que provar que pode lut