Mundo de ficçãoIniciar sessãoTraída. Humilhada. Reivindicada por engano. Sozinha, com o gosto de vodca barata e rejeição na boca, ela encontra um homem sangrando na escuridão. Lindo. Letal. Com olhos que brilham como se a lua cheia pertencesse a ele. Ela o toca. Ele a morde. Um beijo selvagem, presas cravadas na pele, e uma marca que queima, tanto quanto o desejo. “Você carrega meu cheiro agora, humana. Minha reivindicação. Minha ruína.” Ele é o Alfa destinado a liderar todas as alcateias. Ela é só uma órfã quebrada, sem nada a oferecer. Um erro. Um vínculo impossível. Uma companheira que jamais deveria ter sido escolhida. Mas o lobo dentro dele já decidiu: Não vai soltá-la, Não a deixará ir, Não vai apagá-la! E quanto mais tenta resistir, mais fundo ele a quer marcada, gemendo seu nome até esquecer que um dia foi humana. “Se eu encostar mais um dedo em você…” Rosnou ele rouco, possessivo, subindo a mão por entre suas pernas apertando. “Vou te deixar marcada… sem conseguir andar direito amanhã… com meu cheiro grudado entre suas pernas!” Porque às vezes o destino não escolhe a companheira perfeita. Ele escolhe a única que pode destruir… ou salvar o Alfa. A Humana Errada Um erro que virou obsessão. E agora ninguém escapa. O Destino nunca erra! #Lobisomem #Alfa #Marcada #Possessivo #InimigosParaAmantes #RomanceParanormal #Romance #CompanheiraDestinada #Maldição #Vingança
Ler maisPOV: AYLA
Sabia que aquele dia nunca seria fácil.
Mas não imaginava que ia se transformar no pior de todos, de novo.
— Seja uma boa subordinada e abra as pernas para mim — sussurrou meu chefe em meu ouvido, com o bafo quente e azedo de cigarro velho e uísque barato. — Não vai querer ser demitida no seu grande dia, vai, docinho?
Debaixo da mesa, a mão gorda e úmida do meu chefe subia por minha coxa, pegajoso, lento e possessivo. Seus dedos grossos apertavam a minha carne, em movimentos circulares, forçando o caminho para dentro da saia, roçando a ponta dos dedos na borda da calcinha.
Maldito velho nojento!
Agarrei o punho dele com força, cravando as unhas na pele flácida.
— Para com isso, Sr. Ronildo! — Minha voz saiu alta, tremendo de raiva. — Isso é assédio. Me solta agora ou eu vou direto para o RH!
Ele riu baixo, sem tirar a mão.
— Ah, vamos lá… Não precisa fingir que não quer. Eu sei que você gosta quando te toco. — Os dedos apertaram mais forte. — Pensei que quisesse aquela promoção. Não foi por isso que veio até a minha sala ontem?
Minha mão voou antes que eu pudesse pensar. O tapa estalou seco, alto, ecoando pela sala inteira. A cabeça dele virou com violência, a marca vermelha dos meus dedos surgiu na bochecha gorducha. Ele levou a mão ao rosto, olhos escurecendo de ódio puro.
— Você me bateu, sua vadia insolente? — A voz saiu baixa, perigosa, quase um rosnado. — Eu sou o seu chefe!
Me levantei com tudo, com as pernas tremulas, a mão ainda erguida no ar, ardendo.
— Acha que eu vim até aqui para me vender por uma promoção? — O encarei de frente, meu peito subia e descia rápido. — O que você pensa que eu sou?
— Uma estagiaria que não sabe o seu lugar! — ele anunciou, erguendo o queixo com arrogância, ajustando a gravata que mal fechava no pescoço. — Você está demitida!
— Cretino… — Cuspir ao sair.
Juntei tudo na caixa com mãos trêmulas, meus olhos caíram no porta-retratos no topo: minha família sorrindo, apertei contra o peito, sentindo o nó se formar na garganta.
— Que saudade… — A palavra escapou baixa, quase inaudível.
Puxei o celular, digitando uma mensagem rápida ao meu namorado:
“Amor, acabei de ser demitida. Justamente hoje. Parece que sou amaldiçoada mesmo nesta data.”
Dois risquinhos azuis e nada de resposta.
“Ei, hoje ainda tá de pé? Aquele bar de karaokê que eu amo…”
Nada.
“Matt, eu realmente preciso de você hoje. É importante.”
Doze minutos depois:
“Desculpa amor, tô atolado de serviço. A gente marca outro dia, tá? Te amo.”
Encarei as palavras na tela, sentindo as lagrimas escorrerem quentes por minha face e pigarem no display, borrando a mensagem.
— Outro dia? — mordi o lábio até sentir gosto de sangue. — Mas hoje é meu aniversário… e aquele dia…
O celular vibrou de novo, meu coração deu um pulo idiota de esperança, abrir sem olhar o remetente.
A foto que se revelou me acertou em cheio.
Matt estava no nosso bar, beijando uma loira, que estava sentada em seu colo, com as pernas abertas em volta da cintura, lábios grudados nos dele, ao fundo, pude ver os balões coloridos escrito: “FELIZ ANIVERSÁRIO”.
— Desgraçado… — A palavra saiu baixa, mas veio crescendo, virando grito. — Desgraçado! Além de me trair, além de esquecer que hoje é o meu aniversário, você ainda teve a cara de pau de ir comemorar o aniversário da sua amante?
Apertei o aparelho até os nós dos dedos ficarem brancos, adentrei a loja de conveniência mais próxima, comprando a bebida mais forte e barata que havia encontrado na prateleira.
— Órfã, traída, assedia e demitida. — Solucei a cada gole virado, caminhando sem rumo. — Tudo arrancado de mim, um por um.
Se a vida ainda queria algo mais, já não sobrava nada para quebrar.
— O que mais terei que suportar?
Não me dei conta de onde estava indo, até parar no único lugar que parecia me puxar de volta, o lugar que me arrancou tudo há dez anos atrás.: A ponte.
Fechei os olhos, era como reviver aquele terror de novo, no dia do meu aniversário de oito anos, a tempestade, o carro capotando várias e várias vezes, o som da água gelada entrando pelas janelas, o desespero do meu irmãozinho se agarrando em mim e chorando.
“Está tudo bem, Theo. Vamos ficar bem.”
— Mentira... Tudo mentira! — Gritei ao vazio, abrindo os olhos em meio as lágrimas. — Nada ficou bem desde aquele dia, vocês e deixaram aqui sozinha.
Encarei o abismo lá embaixo.
— Eu odeio esse lugar, por que sempre volto aqui? — Berrei, virando a garrafa de bebida. — Por que Deus? Por que os tirou de mim? Por que os levou e me deixou viver?
Solucei alto, apertando a grade, lançando a garrafa com força contra as águas frias abaixo, amaldiçoando aquele rio.
— Eu deveria ter morrido no lugar deles! — Apertei o dedo contra o peito, desabando em lágrimas, chorando todo o meu desespero, completamente quebrada, completamente sozinha. — Mãe, pai, Theo... Me perdoem... Me perdoem por não os proteger.
Solucei, com os lábios trêmulos, tentando respirar, era como se toda minha dor me sufocasse lentamente, apertando meu coração, sufocando minha garganta.
— Me perdoem por ter sobrevivido!
Chorei até a garganta doer, até não sobrar mais ar, até silenciar a sensação de estar tão perdida. O vento soprava contra meus fios desgrenhados, gelando minha face molhada, trazendo consigo um aroma terroso, inspirei fundo, virando nariz em direção ao cheiro.
Então vi a silhueta.
Um homem alto, curvado contra a grade, a mão pressionando a lateral da barriga, havia sangue escorrendo entre os dedos, sua respiração vinha pesada, irregular.
— Ei! Você… tá bem? — Chamei, a voz rouca de tanto chorar, me aproximei devagar. — Não fica tão perto do parapeito, você pode escorregar, é perigoso.
Ele não respondeu, lentamente ergueu o rosto em minha direção, seus olhos terrosos se fixaram nos meus, tão profundos, cintilando algo selvagem no fundo, que me prendaram.
— Você... — Cheguei mais perto. — Precisa de ajuda?
— Por que você tá tão triste? — perguntou, com a voz baixa e rouca de dor.
Antes que eu respondesse, as pernas dele cederam, seu corpo tombou para frente.
— Não! — Corri, agarrei o braço dele.
O peso me puxou junto, caímos da ponte, no ar, ele girou o corpo com força, me envolveu nos braços, apertando contra o peito duro.
Só sentir o impacto contra a água fria, como se mil agulhas infiltrassem em meus pulmões, rasgando, ardendo.
A Correnteza nos arrastava impiedosa, a água invadia minha boca, o nariz, os ouvidos, me arrastando para escuridão total.
Quem era este homem? Será que a Deusa o enviou para cobrar sua dívida?
POV: AYLAEle agarrou o braço da poltrona com brutalidade. Suas garras afundaram no estofado, rasgando o tecido com um som seco e violento, como se fosse carne.Fiquei paralisada, o coração martelando contra as costelas. Blake estava acima de mim, o corpo grande e tenso, respirando pesado, os músculos rígidos como aço. Seus olhos selvagens cravaram nos meus, famintos, atormentados e perigosamente possessivos.— Este é o problema, Ayla… eu não consigo — rosnou Blake, a voz rouca e carregada de uma fúria contida que me fazia tremer. — Este ódio, esta fúria, o desejo constante de rasgar tudo que se coloca à minha frente… está sempre pulsando nas minhas veias.Ele tocou a ponta afiada de uma garra sob meu queixo, erguendo meu rosto com firmeza. Estremeci por dentro, o coração disparado, enquanto seus olhos selvagens percorriam meu rosto lentamente até pousarem em meus lábios.— Mas quando eu te olho… — murmurou, se inclinando sobre mim. Seu hálito quente roçou minha boca, os lábios a mero
POV: AYLA— Blake… — murmurei, sentindo a cabeça girar. Pressionei as têmporas com força, fazendo uma careta de dor. — Minha cabeça está doendo…Ele soltou um suspiro pesado, quase um rosnado contido. Seus dedos ásperos acariciaram meu maxilar com uma devoção perigosa, contrastando com a tempestade selvagem que ardia em seus olhos vermelhos. Lentamente, Blake se ajoelhou à minha frente, segurou minha mão e virou meu braço, analisando as marcas roxas de dedos gravadas na minha pele pálida.— Quem fez isso com você? — perguntou ele, a voz baixa, rouca e carregada de fúria contida. — Como se feriu?Eu não fazia ideia.— Eu… não sei… — confessei em um sussurro trêmulo, alinhando meus olhos aos dele. — Em um momento eu estava lendo e, no outro, senti minha mente sendo puxada para outro lugar. Havia tanto sangue… era tão frio, tão desesperador, Blake. Você estava lá… e ao mesmo tempo, não era você.Mordi o lábio, tocando seu rosto com a mão aberta, sentindo a barba por fazer arranhar minha
POV: BLAKEDisparei escadas acima, o corpo vibrando de fúria. Avancei pela mansão como um furacão, abrindo portas com violência, uma após a outra, procurando por ela.— Se eles a pegaram… — rosnei, cerrando os punhos com tanta força que os ossos estalaram. — Vou matar todos. Cada um deles.Minha aura explodia ao redor, pesada e esmagadora, fazendo os criados que cruzavam meu caminho recuarem apavorados contra as paredes. Eu não via mais nada. Apenas ela.E o desejo brutal de destruir qualquer um que ousasse tirá-la de mim.Quando vi um vulto se mover ao final do corredor, uma silhueta familiar desaparecendo na escuridão, avancei imediatamente, farejando o ar com fúria. Não senti nenhum cheiro. Nenhuma presença. Nada.A porta ao final do corredor se abriu sozinha, com um ranger lento e sinistro que ecoou pelas paredes.— Qu
POV: BLAKECerrei os punhos e soquei a mesa com força brutal. A madeira trincou alto, rachando sob o impacto. Ergui-me lentamente, imponente, minha aura alfa explodindo pela sala como uma onda de violência pura.— Há muito mais nessa história do que vocês estão me contando — rosnei, a voz ecoando como um trovão sombrio. — Estão se esforçando demais para que eu não recupere minhas memórias. Estão tentando tirar de mim a única pessoa que pode me livrar dessa “maldição”. Mas a Ordem, e vocês dois, parecem dispostos a tudo… até mesmo entrar em guerra comigo… para que isso não aconteça.Marlene perdeu a cor. Seus olhos se arregalaram, o corpo visivelmente trêmulo.— Você… — gaguejou ela. — Pretende entrar em guerra contra a Ordem… por causa de um
Último capítulo