Capítulo 35 - A Confissão do Alfa

Ayres

A primeira lágrima caiu sem aviso, e depois outra, e outra. Eu não chorei como menino, nem como inimigo vencido. Chorei como homem que encontrou, enfim, o nome da própria ferida. Não havia soluço grande, nem braços para me segurar. Só eu e a honestidade, um par incômodo que faz mais pelo corpo do que qualquer remédio.

Fenrir não aplaudiu, não fez discurso. Respirou comigo.

— “Agora sabe onde dói. A partir daqui, escolhe o que faz com a dor.”

Eu não respondi. As mãos sobre os joelhos, a cabeça baixa, a luz da clarabóia passando devagar pelo chão como relógio que não precisa de ponteiro. Por algum tempo, foi só isso, o coração batendo, o ar entrando, o ar saindo, o sal secando no rosto.

Do lado de fora, a porta se abriu um palmo. Joran não entrou.

— Alfa?

— Estou vivo. — falei, rouco.

— Então o resto a gente resolve em pé.

Assenti, embora ele não visse. Fiquei mais um minuto com a testa encostada no punho, para lembrar do gosto dessa verdade. Eu iria precisar dela.

Lavei o rosto
Sigue leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la APP
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP