Ayres
A primeira lágrima caiu sem aviso, e depois outra, e outra. Eu não chorei como menino, nem como inimigo vencido. Chorei como homem que encontrou, enfim, o nome da própria ferida. Não havia soluço grande, nem braços para me segurar. Só eu e a honestidade, um par incômodo que faz mais pelo corpo do que qualquer remédio.
Fenrir não aplaudiu, não fez discurso. Respirou comigo.
— “Agora sabe onde dói. A partir daqui, escolhe o que faz com a dor.”
Eu não respondi. As mãos sobre os joelhos, a c