Samantha
A floresta respirava curto, como bicho que pressente tempestade. Eu estava escondida atrás de um tronco grosso de aroeira, no alto do talude que desce para a borda leste da alcateia Greene.
A capa escura grudada nos ombros, o cabelo preso sob o capuz, as marcas prateadas cobertas pelo tecido para não entregarem o reflexo.
O vento mudou de direção e trouxe um cheiro que não pertence à mata, óleo queimado, ferro lixado, couro molhado. Meu estômago encolheu antes mesmo de eu ouvir.
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