Os portões do castelo abriram com um estalo que pareceu partir o mundo em dois.
As correntes que os seguravam gemeram, os elos raspando nas pedras antigas como gritos de metal. Do outro lado, o exército de Atlas apareceu, uma torrente viva de lobos, homens e poeira.
Os gritos vieram primeiro, depois, o som dos tambores, as lanças batendo nos escudos, o cheiro de ferro, suor e sangue fresco. A guerra havia terminado, e eles achavam que tinham vencido.
No centro daquela procissão, Atlas vinha so