A chuva caía fina sobre os telhados da Lua Sangrenta, arrastando o cheiro metálico das armas recém-limpas e o som distante dos passos apressados dos guardas. Dentro do casarão principal, Petra e Solomon estavam sentados à mesa, cercados por mapas, relatórios e copos de café intocados.
O clima entre eles era tenso, mais do que o habitual.
— Não gosto disso, Petra. — Solomon quebrou o silêncio, a voz rouca. — A Lyra devia ter voltado ontem.
Petra não respondeu de imediato, segurava uma caneta ent