— Você devia deitar um pouco — Lyra sugeriu, aparecendo ao lado dele já no fim do dia, quando o sol batia de lado no pátio e alongava sombras.
— Se eu deitar, não levanto.
— Eu te levanto — ela retrucou, simples, e sorriu de canto. — A gente teve uma filha juntos, lembra? Já te levantei de coisa pior.
Ele riu sem som, deixou a cabeça cair um instante no ombro dela, só pra sentir o cheiro.
— Eu matei o mensageiro — confessou, como se ela não soubesse. — E isso foi certo e errado ao mesmo tempo.