Lua enrolou um pacote com ataduras dentro de um saquinho de tecido e levou para o quarto; o suor na nuca, as mãos tremendo levemente de ansiedade e medo. Não gostava de esconder dos pais o que ia fazer, mas sabia que aquela era a decisão certa, mesmo assustada. A cada batida do coração, a imagem dele voltava: olhos vermelhos, o focinho junto do dela, o jeito engraçado e triste com que dissera “Lu-a”.
“Eu vou te ver hoje”, prometeu em silêncio, sem saber se prometia ao monstro ou ao homem que mo