Depois disso, passei a evitá-lo. Não de forma declarada. Não com palavras. Apenas desviando caminhos, mudando horários, ocupando-me demais para não estar onde ele pudesse estar. Era como se William carregasse agora um conhecimento indevido sobre mim, um segredo sujo que eu nunca tinha dito em voz alta, mas que ele havia arrancado só de observar. Ele sabia. Eu sabia que ele sabia. E isso bastava para me manter em alerta constante.
Eu jamais confessaria. Nunca diria a ele o que aquele diário me