Na manhã seguinte, acordei com uma batida suave à porta.
Já havia tomado o desjejum no próprio quarto. O dia entrava pálido pelas cortinas, e eu ainda me sentia pesada, com uma tristeza e saudade de William que deixava meu coração sombrio.
— Honora… sou eu.
A voz de Oscar vinha baixa, cuidadosa, do outro lado.
Levantei-me e abri a porta.
Ele estava arrumado, o casaco bem posto, o cabelo penteado com mais zelo do que o habitual.
— Eu sei que você não tem motivo algum para me receber — disse, quase de imediato. — Mas eu queria falar com você… depois de ontem. — Fez uma pausa breve, enfiando as mãos nos bolsos. — Parece que eu venho colecionando uma falha atrás da outra, não é?
Sorriu de leve, um sorriso tímido, sem humor suficiente para ser defesa.
Respirei fundo.
— Está tudo bem, Oscar. — Minha voz saiu mais mansa do que eu esperava. — Eu só queria que… tudo ficasse bem entre vocês.
Ele assentiu lentamente.
— Eu sei que é complicado. E talvez nunca fique. — Ergueu os olho