— É complicado. A sociedade… tudo isso…
— Eu passei pela mansão Redcliffe antes de vir aqui — disse de repente.
— Passou?
— Passei. — O sorriso sumiu. — William não está bem, Honora. A casa está abandonada. Deserta. Ele parece um beberrão descontrolado. Os empregados dizem que ele chama por você à noite.
Meu peito apertou.
— Mas isso não faz sentido… — sussurrei. — E a Roseland? A noiva dele?
— Ela embarcou — explicou. — No dia seguinte ao beijo no porto. Ele rompeu com ela. Te procurou por horas.
Balancei a cabeça, confusa.
— Por que ele não me disse nada disso?
Thomas me olhou com atenção.
— Você o escutou?
Não respondi. Eu sabia a resposta.
Ele bebeu mais um gole de chá.
— Eu não quero te julgar — disse com suavidade. — Mas depois de tudo que você passou… você merece ser feliz.
As lágrimas voltaram.
— Eu não sei como fazer isso — confessei.
— Mas você já fez uma vez — respondeu. — Vocês já não foram felizes? Seja lá onde tenham estado juntos.
Assenti.
— Então a fel