— Teimosa — resmungou atrás de mim, sem levantar a voz, mas com uma aspereza seca que bastava para anunciar a irritação.
Atravessei os últimos galhos baixos e então o vi. O rio se abria entre as árvores, largo e calmo, a água cristalina correndo sobre pedras claras. Uma pequena queda d’água quebrava a superfície alguns passos adiante, espalhando som e brilho. Pássaros se agitavam nas margens. O ar parecia mais fresco ali.
Perdi o fôlego.
— Eu nunca vi nada assim…
— Porque nunca procurou — W