Gregory me olhou com atenção renovada. Um olhar antigo. De quem sempre soube.
— No jardim dos fundos menina — respondeu. — Tem passado os dias lá. Plantando. — Fez uma pausa. — faz bem pra ele.
Assenti.
Antes que eu me afastasse, ele segurou meu braço com delicadeza.
— Cuide-se, menina — disse. — E cuide dele também. Ele não tem feito isso sozinho.
Segui pelo corredor conhecido, atravessando portas que rangiam como se reclamassem da minha ausência. O fundo da casa dava para o jardim interno.
O jardim se destacava, estava bem cuidado, vivo, organizado com atenção constante. Não havia abandono ali, havia permanência. Flores claras se espalhavam pelos canteiros, saudáveis, abertas ao sol. E, entre elas, algo chamou minha atenção de imediato.
Flores escuras. De um tom profundo, quase negro. Meu peito apertou com um reconhecimento silencioso.
Eu soube, sem precisar pensar: eram para mim.
William estava agachado diante delas, as mangas da camisa dobradas até os antebraços, as mão