— Eu sempre voltava — confirmou. — Nunca deixei de abastecer. Éramos muito amigos.
Passei o dedo pela borda da xícara.
— Sinto muito — disse. — Por tudo o que eles passaram.
Ele negou com suavidade.
— Não sinta. Eles escolheram viver aquele amor, mesmo quando tudo era contra. Às vezes… isso é necessário.
Engoli em seco.
— Eu só lamento não ter terminado de ler o diário.
Ele arqueou levemente as sobrancelhas.
— Diário?
— O da Evelyn. — eu deveria sentir envergonhada de ter confessando isso para ele, mas, esse diário tinha salvado meus dias naquela ilha.
Um sorriso breve, quase nostálgico, surgiu em seu rosto.
— Sim… aquilo. — Ele sorriu tímido. — Ela escrevia o tempo todo. Deixava Edmund louco.
Deixei escapar uma risada curta, sem graça.
— Eu deixei o diário na ilha. Como tantas outras coisas. Acho que foi justo.
O olhar dele desceu sem pressa. Primeiro para minha mão, para a aliança. Depois para minha barriga. Não havia julgamento ali. Apenas compreensão.
— Alguns amore