Ele pareceu pensar, depois apontou com a cabeça para o corredor que levava ao convés.
— O ar lá fora está melhor. Quer ir?
Assenti.
Caminhamos juntos até o convés lateral. O vento frio bateu no meu rosto como um balde de água limpa. Encostei na amurada, respirando fundo.
Montenegro apoiou a caneca no corrimão, ao meu lado.
— Você dança bem — ele disse, com um sorriso leve.
— Não danço.
— Dança sim. Melhor que eu, pelo menos.
Ri da sua fala. O vento passou pelos meus cabelos, mas a tran