Voltamos a caminhar em direção à floresta. Afastei o assunto de Montenegro com cuidado; mesmo tendo sido amigos, eu sentia que ainda era uma ferida mal fechada.
— E o que a guerra te deu? — perguntei, mudando de assunto.
Ele demorou a responder.
— Me tirou o pouco de inocência que eu não sabia que ainda tinha. — Olhou para as próprias mãos. — Vi homens implorarem. Vi outros rirem enquanto matavam. Aprendi a não fechar os olhos. Aprendi a sobreviver.
Respirei fundo antes de falar.
— Se não