O sol de fim de tarde pintava de dourado os campos da fazenda afastada no interior do Mato Grosso. Ali, cercada por mata fechada e com estradas de terra pouco conhecidas até pelos moradores locais, Rafaella finalmente sentia que podia respirar — ou quase isso.
Ela caminhava lentamente do alpendre até o pequeno jardim, amparada por Dália e observada de perto por Miguel, que não saía do rádio nem por um segundo. Os sete meses de gestação haviam chegado com dores, inchaço e muitas lágrimas escondi