Bruno caminhava pelo corredor do hospital, carregando um peso no peito que não conseguia nomear. Ver Rafaella viva, embora frágil, mexia com tudo dentro dele. Ainda a amava. Amava com a força que o orgulho tentava esconder. Sabia que havia perdido muito mais do que tempo — havia perdido a confiança dela, o direito de protegê-la, de estar ao seu lado naquele momento em que outro homem ocupava o lugar que já fora seu.
Foi então que ouviu a voz que menos esperava naquele instante:
— Bruno, preciso