Santiago entrou devagar no quarto e encontrou Matheus encolhido na cama, o rosto molhado de lágrimas. Aproximou-se em silêncio, sentou-se na beira da cama e passou a mão com cuidado nas costas do menino.
— Filho… — sua voz saiu embargada — eu não queria que você soubesse assim. Queria esperar o momento certo, quando você fosse maior.
Matheus fungou e o olhou com os olhos marejados.
— Você… não é meu papai?
Santiago respirou fundo, segurando as lágrimas.
— Eu não sou o seu pai de sangue, filho.