O ronco dos motores cortou o silêncio da fazenda, levantando nuvens de poeira que tingiam o céu de vermelho. Dois carros pretos pararam em frente à sede, de onde desceram homens de postura rígida, olhares afiados, como aves de rapina farejando presa.
Bruno Santos foi o último a sair. Terno alinhado, óculos escuros, olhar frio, carregado de arrogância e domínio. Ao lado dele, José Ricardo, advogado da família Santos, fiel escudeiro e tão implacável quanto o patrão. Ambos traziam nos rostos uma e