As dores vinham como ondas, cada vez mais fortes, mais cruéis, dilacerando corpo e alma. Rafaella já não distinguia mais o céu do chão, nem vida da morte. No quarto simples da fazenda, seus gritos se misturavam às palavras firmes e urgentes da parteira.
— Força, menina... força! — ordenava a mulher, com mãos experientes, enquanto o suor escorria pela testa enrugada.
Santiago estava ali, ao lado, segurando a mão de Rafaella como se ela fosse um fio prestes a se romper. Seu rosto sério denunciava