A estrada era longa, e a tensão, constante.
O carro seguia pelas rodovias do interior rumo ao Nordeste. Dália dirigia com atenção, enquanto Miguel, no banco de trás, mantinha os olhos atentos nos retrovisores. Rafaella, ao lado dele, encolhida, segurava a barriga com mãos trêmulas. Não havia como ainda sentir o filho, mas ela já o carregava com uma urgência visceral. Ele era o seu motivo. Sua força. Sua fuga agora não era mais apenas uma libertação — era sobrevivência para dois.
Fortaleza. O no