A sala de estar da mansão dos Santos em São Paulo era um retrato do luxo silencioso. Izadora, sentada no sofá de linho, deslizava os dedos por uma taça de vinho tinto enquanto falava sobre um evento beneficente. Bruno a ouvia com desatenção, o olhar distante, a mente longe — talvez ainda presa na imagem de Rafaella na fazenda, calada, porém desafiadora.
O toque urgente do celular quebrou o clima. Ele atendeu sem nem olhar o número.
— Sim? — a voz saiu baixa, controlada.
Do outro lado, um dos em