A campainha tocou no fim da tarde. O sol já se escondia atrás das torres do condomínio quando Rafaella, cansada e com olheiras marcadas pelo estresse dos últimos dias, abriu a porta. Do outro lado, de terno impecável e expressão inusitadamente contida, estava Bruno Santos.
— “Boa tarde, Bruno. Tudo bem?” — ela disse, tentando soar neutra, embora sua guarda estivesse completamente erguida.
Ele deu um leve sorriso, quase ensaiado.
— “Boa tarde, Rafaella. Eu só queria conversar… posso entrar?”
Ela