A noite caiu sobre a Casa dos Vorns como um manto de chumbo.
Narelle não dormia. Caminhava de um lado para o outro na varanda do segundo andar, onde a brisa fria mal conseguia aliviar o calor das inquietações que lhe ferviam no peito.
Quando ouviu passos pesados no assoalho, não precisou se virar.
— Ainda acordado, Rhaek?
— Há noites em que o sono foge da alcateia como se soubesse que o perigo ronda — respondeu o lobo que apesar dos anos continuava mais belo ao lado dela. Seus olhos estavam fun