O salão estava vazio. Apenas o som do vento atravessando as fendas das janelas altas preenchia o espaço. Luxor sentava-se na cadeira de couro da antiga sala do conselho — agora usada como sala privada de deliberações. Tinha o rosto apoiado na mão fechada, os olhos fixos num ponto que só ele via.
Não era estratégia o que o prendia ali. Era memória.
Kael.
Os olhos que o protegeram nas noites de pesadelo. A voz que ensinou a controlar o instinto, quando criança. O primeiro a chamá-lo de “filho” qu