Rhaek era um homem de faro aguçado. Sua vida inteira fora moldada por instintos, leituras sutis e desconfianças que lhe salvaram de armadilhas incontáveis. Ainda assim, por mais que observasse Kalil, não havia clareza em sua mente. Algo no marroquino o atraía como um espelho longínquo: a postura, o modo firme de medir cada palavra, o silêncio que carregava mais força do que qualquer grito.
E, ao mesmo tempo, havia repulsa.
O passado de irmãos, vivido ao lado de Kael, trazia lembranças que ora l