O telefone tremulou sobre a mesa como se carregasse uma ameaça viva. Narelle não queria atender, mas sabia que se não o fizesse ele acabaria ligando de novo — ou aparecendo pessoalmente.
Quando atendeu, a voz de Kael surgiu tão serena que pareceu um insulto.
— Finalmente. Pensei que fosse me ignorar a noite toda.
— Eu devia — ela retrucou, esforçando-se para manter o tom firme. — Mas chega. Isso que você está fazendo... envolver o Luxor nesse jogo é desleal.
Kael ficou em silêncio por alguns