A casa estava em silêncio quando Narelle chegou. O brilho frio das lâmpadas de corredor contrastava com o peso em seus ombros — mais um dia de disputas veladas, olhares perigosos e palavras afiadas como lâminas.
Antes de se retirar, passou pelos quartos. Os filhos já dormiam. Cobriu um deles com o lençol, murmurou uma ordem curta a uma criada e só então desceu para o refúgio da sauna.
A madeira aquecida exalava um aroma terroso, e o calor se infiltrava lentamente na pele. Narelle fechou os olho