A manhã nasceu suave, com o sol atravessando as grandes janelas da casa. O cheiro de café recém-passado se espalhava pelos corredores, misturado ao riso abafado das crianças correndo de um lado para o outro.
Narelle desceu as escadas descalça, com os cabelos ainda soltos em ondas desordenadas. Havia algo diferente em seu rosto — não era exatamente paz, mas uma suavidade que não aparecia há muito tempo.
Na cozinha, encontrou Rhaek debruçado sobre a bancada, ajudando o menor dos filhos a cortar frutas. O contraste entre as mãos grandes e firmes do Alpha segurando as mãozinhas delicadas fez Narelle deter-se por um instante.
— Quem diria… — ela murmurou, encostando-se ao batente da porta. — O terror das assembleias agora virou instrutor de salada de frutas.
Rhaek ergueu os olhos, e o canto da boca se curvou num sorriso raro, sem sombra de arrogância.
— Melhor isso do que ser acusado de roubar todos os biscoitos antes do café da manhã — respondeu, arqueando uma sobrancelha.
O filho riu alt