Kael não voltou direto para a cidade.
Ficou ali, sentado sob a árvore, com a camisa aberta, o peito arfando, as mãos sujas de terra. Ainda sentia o gosto dela. Ainda ouvia o som das palavras cravadas como navalhas:
A próxima vez… traga colhões, não lembranças.
O orgulho latejava. A dor vinha do ego, não do corpo.
Ela o desarmara. E, pior, o fizera sem hesitar.
Levantou-se devagar, recompôs-se. A cada movimento, uma lembrança. O cheiro da pele dela ainda nos dedos. O sal do suor dela ainda e