RENZO ALTIERI
TRÊS MESES DEPOIS
Acordei com algo leve, mas firme, chutando meu abdômen. Abri os olhos devagar e olhei para o relógio: cinco e meia da manhã. Meu coração disparou ao sentir outro movimento, e sem pensar puxei minha esposa mais para perto de mim. Outro chute. Levei a mão até a barriga pretuberante dela, sentindo a pequena vida crescendo ali dentro. Minha filha se mexia, e eu podia sentir cada batida, cada pontapézinho como se estivesse gritando “estou aqui, papà!”. Caralho, que