RENZO ALTIERI
O relógio marcava exatas dez e quarenta da noite quando o jatinho tocou o solo do Aeroporto Internacional do Galeão. As rodas chiaram contra o asfalto quente e úmido do Rio de Janeiro, como um aviso silencioso de que a Fera havia chegado.
A cabine ainda estava em silêncio quando me levantei. Marino veio logo atrás, ajustando a gola do sobretudo escuro enquanto pegava a arma no coldre sob o paletó. O som metálico e o peso do armamento encaixando em sua cintura ecoaram como uma