RENZO ALTIERI
O ronco das SUVs ecoa como trovões engolindo o começo da madrugada. A primeira para rente à entrada do galpão. Desço sem pressa. O cascalho range sob meus sapatos, e o vento gélido balança as abas do meu sobretudo preto. Marino salta logo atrás de mim, ajustando a pistola na cintura. O cheiro pútrido que escapa pelas frestas do galpão me atinge como um tapa — sangue coagulado, fezes humanas e carne apodrecida.
Lugar perfeito para escória.
Eu não queria estar ali. Não hoje. Não tã