RENZO ALTIERI
Esperei Marino sair do quarto. O corredor estava silencioso, pesado, como se até as paredes segurassem a respiração. Ele caminhou até a mesa de bebidas, pegou um copo e se serviu de whisky. O movimento dele era calmo, quase mecânico, mas o olhar... aquele olhar estava longe de estar tranquilo. Nunca tinha visto medo nos olhos de Marino. Medo mesmo, daquele que corrói por dentro, que paralisa a alma. Eu senti aquele medo bater forte no meu peito, porque eu o conhecia, sabia exatam