RENZO ALTIERI
Senti algo macio, pequeno demais para o mundo cruel que conhecia, tocando meu rosto com cuidado. Como um afago tímido, como quem tem medo de despertar um monstro — mas eu não era mais um. Não para ele.
Meus olhos ainda estavam fechados, mas o coração... o coração disparou. E quando aquela voz rouca, baixa e frágil preencheu o silêncio do quarto, juro por tudo o que sou que me faltou o ar.
— Papà? — ele sussurrou, com aquele sotaque leve e incerto, como se experimentasse o som pel