Henrique acordou sabendo exatamente o que precisava fazer.
Era como se cada músculo do seu corpo tivesse sido preparado, durante toda a noite, para aquele momento — o de colocar fim à sombra de Arthur que insistia em pairar sobre Clara.
Clara acordou pouco depois.
Henrique já estava de pé, terminando de se vestir, com a expressão séria, determinada.
— Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou, embora já soubesse a resposta.
Henrique respirou fundo.
Não havia hesitação.
Não havia medo.
Apenas convicção.
— Eu vou entregar tudo à polícia. Hoje.
Clara foi até ele, segurou o braço dele com delicadeza.
— Tem certeza que quer fazer isso agora?
Henrique virou-se e segurou o rosto dela com ambas as mãos.
— Clara… ele te jogou aos lobos.
Ele aproximou a testa da dela.
— Ele pagou alguém para te difamar. Para me atingir através de você.
Pausa.
— Ele não merece mais nenhum segundo de silêncio.
Clara fechou os olhos.
Henrique beijou sua testa.
— Eu juro, amor. Hoje isso termina.
Henrique entrou na d