Mundo de ficçãoIniciar sessãoJulian Blackwood é o herdeiro de um império construído sobre segredos e arrogância. Após um escândalo que quase destruiu o nome da família, ele recebe um ultimato cruel de seu avô: ou se casa com uma mulher de reputação impecável para limpar sua imagem, ou perderá cada centavo de sua herança bilionária. Julian não acredita no amor, apenas em contratos, e ele já escolheu o alvo perfeito para o seu plano. Elena Moretti carrega o peso de um nome que deixou para trás nas cinzas de Nápoles. Assombrada pela culpa da noite em que sua mãe morreu — um segredo guardado a sete chaves que a forçou a fugir da Itália — ela sobrevive na sombra, tentando ser invisível. Mas o destino tem o rosto de um pecado vivo. Quando Julian invade o seu mundo com uma proposta impossível de recusar e um contrato de um ano, Elena percebe que o seu passado não está tão enterrado quanto pensava. Ele oferece proteção e a fortuna que ela precisa para salvar o que restou de sua família; em troca, ela deve ser a esposa perfeita de um homem que ela despreza. Entre as paredes frias da mansão Blackwood, o ódio é a única defesa contra uma atração perigosa. Mas, enquanto as cláusulas do contrato são quebradas uma a uma, Elena descobre que Julian pode ser a sua salvação... ou o homem que finalmente entregará o seu paradeiro aos fantasmas que a perseguem desde a Itália. O contrato é claro: nada de sentimentos. Mas no jogo do poder e da redenção, o coração é a única cláusula que ninguém consegue controlar.
Ler maisJULIAN BLACKWOODSaí do jato com Matteo e jade no colo, protegidos pelo meu casaco de lã escura contra o vento cortante do início da primavera nova-iorquina. Elena caminhava ao meu lado, usando óculos escuros e um sobretudo de marca que exalava uma autoridade que ela não possuía antes da Itália. Ela já não era a "noiva troféu" ou a "estudante da Parsons". Ela era a Sra. Blackwood.— Bem-vinda de volta ao centro do mundo, Elena — murmurei, enquanto entrávamos na SUV blindada.— Parece mais frio do que me lembrava, Julian — ela respondeu, segurando a minha mão livre. — Ou talvez seja apenas a sensação de que as paredes aqui têm ouvidos.— Elas têm. Mas agora, nós somos os donos das paredes.ALISTAIR BLACKWOODEsperei por eles na cobertura da Blackwood Tower, e não na mansão. Queria que o regresso fosse marcado pelo ambiente de negócios. O escândalo do jantar tinha sido abafado, mas as placas tectónicas do Conselho tinham-se movido.Quando as portas do elevador privado se abriram, vi um
O sol do Mediterrâneo dourava o convés de teca do *Ametista*, o iate de setenta metros que Alistair presenteara ao casal. Longe da vigilância sufocante de Nova York e das sombras úmidas do Lago di Como, o navio cortava as águas azul-turquesa entre a Sardenha e a Córsega. Não havia sinalizadores de rádio, nem reuniões de conselho, nem vestígios de sangue. Apenas o som do casco cortando as ondas e o riso de Matteo no convés inferior.ELENA BLACKWOODAcordei com o balanço suave da embarcação. O lençol de linho branco era a única coisa que me cobria, e o calor que emanava do corpo ao meu lado era o meu lembrete diário de que tudo aquilo era real. Julian dormia com uma serenidade que eu raramente via. Sem a máscara do "Coringa", ele parecia apenas um homem em paz.Levantei-me silenciosamente e fui até a varanda da suíte master. O horizonte era uma linha infinita de azul. Senti mãos fortes envolverem minha cintura e o toque frio do anel de casamento de Julian contra a minha pele.— Bom dia,
JULIAN BLACKWOODEu estava parado no altar improvisado nos jardins da Villa, de frente para o lago. O meu fato era de um corte impecável, mas o que eu sentia por baixo do tecido não era o peso do poder, era o peso da gratidão. Olhei para o lado e vi Dominic, o meu padrinho, que apenas assentiu com um olhar que dizia: “ você conseguiu ”Adrián estava posicionado discretamente perto da entrada, e Alistair, sentado na primeira fila, segurava Matteo no colo e jade ao seu lado. Ver o meu pai, o homem de gelo, a sorrir para o neto, fez-me perceber que a nossa dinastia tinha finalmente mudado de rumo.A música começou. Uma orquestra de cordas tocava uma melodia suave que parecia acalmar as batidas frenéticas do meu coração. E então, eu vi-a. ELENA MORETTICaminhei sobre a passadeira de pétalas brancas, de braço dado com o meu pai, que tinha vindo de Nápoles apenas para este momento. O meu vestido de renda artesanal, o mesmo que quase foi manchado de sangue em Milão, agora brilhava sob o so
O ar sobre o Lago di Como estava pesado, carregado com a eletricidade que precede uma tempestade de verão. Julian navegava em um barco solitário em direção ao sul da **Isola Comacina**, servindo de isca sob os holofotes de Viktor Volkov. Enquanto isso, do lado norte, as águas escuras eram cortadas silenciosamente por Elena e Dominic, que emergiam como espectros das profundezas, armados e movidos por um instinto puramente primal.ELENA MORETTIA água escorria pelo meu traje tático enquanto eu subia as rochas escarpadas atrás do mosteiro. Meus pulmões ardiam, mas a imagem do berço vazio era o combustível que me mantinha de pé. Dominic estava logo atrás, movendo-se com a precisão de um predador veterano.— Silêncio, Elena — ele sibilou pelo comunicador. — Há quatro guardas no pátio superior.— Deixe-os comigo — respondi, sacando a faca de combate.Neutralizamos a guarda externa sem disparar um tiro. O mosteiro cheirava a incenso velho e pólvora. Seguimos o som de um choro baixo — um som





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