Arthur saiu da empresa sem destino.
Caminhou pelas ruas como quem tenta fugir do próprio corpo, do próprio nome, das consequências que finalmente batiam na porta.
A notícia da gravidez pulsava na cabeça dele como um alarme, uma sirene que não desligava.
Quando dobrou a esquina da rua principal, viu o primeiro bar aberto. Entrou.
O cheiro de álcool velho e madeira úmida o envolveu de imediato.
Sentou-se no balcão e fez o pedido sem pensar:
- O mais forte que você tiver. E deixa a garrafa.
O barm