Mundo de ficçãoIniciar sessãoSara Miller viveu um romance secreto por três anos com o tio de sua melhor amiga, apenas para ouvi-la dizer: "Sara, meu tio arranjou uma namorada." No fim, ela descobriu que, naqueles três anos, ela não passava de uma substituta. Para recuperar a herança de seu pai, Sara concordou com o encontro às cegas arranjado por sua mãe. Quem diria que ela se sentaria na mesa errada? Sara Miller: "Vamos nos casar?Daqui a um ano, anulamos o compromisso." Rodrigo Weller ergueu uma sobrancelha: "Pode ser. Ainda é cedo, que tal irmos registrar o casamento agora?" Quando Austen Oslon viu o anel no dedo de Sara Miller, ele se arrependeu. Com os olhos vermelhos, ele segurou o pulso da mulher: "Sara, vamos voltar a ficar juntos, por favor?" Antes que a mulher dócil pudesse falar, o homem atrás dela envolveu sua cintura fina: "Ora, Austen, está querendo ser o amante? Sinto muito, mas a mão que você está segurando é da minha esposa." "Se tocar nela de novo, eu corto a sua mão." Só então Austen Oslon percebeu que o homem que roubou sua namorada era seu maior arqui-inimigo.
Ler maisUm ano.Trezentos e sessenta e cinco dias que pareciam ao mesmo tempo uma eternidade e um suspiro.Muita coisa havia mudado. Muita coisa havia ficado para trás.Após a morte de Mariza, Sara não recebeu mais nenhuma notícia da família da mãe. Com a prisão dos tios pelo sequestro de Rodrigo, aquelas pessoas simplesmente desapareceram do mapa — mudaram-se, dispersaram-se, como se nunca tivessem existido. Sara não sentiu falta. Algumas ausências são, na verdade, alívios disfarçados.Alfredo havia perdido tudo. Vivia no exterior agora, trabalhando como vendedor, morando num apartamento pequeno com o filho. Mal tinha notícias de Marcely, que continuava presa, sem data para liberdade, colhendo em silêncio o que havia plantado com tanto descuido.Austen voltara do exterior algum tempo atrás. Tentara contato com Sara algumas vezes — mensagens cuidadosas, respeitosas, como quem sabe que o jogo já terminou mas ainda não consegue simplesmente ir embora. Com o tempo, porém, ele aceitou a derrota.
Alberto tirou apenas três dias de folga. No dia em que partiu, sua tia chegou para cuidar de Patricia."Lembre-se de me avisar se não estiver se sentindo bem, tá bem?""Tá."Os dois agora eram mais do que simples contatos no Chat — já haviam até trocado uns tapas — mas ainda estavam longe de serem íntimos.Alberto sorriu levemente, bagunçou os cabelos dela e disse: "Entre, vista mais roupas. Estou saindo."Ao sair, Patricia notou as alianças iguais no dedo anelar dele, brilhando com um reflexo prateado e ambíguo.Vinte dias se passaram rapidamente, e os dois ainda mal se conheciam. Alberto costumava informar sua agenda a Patricia ao fim de cada dia de trabalho.Após desembarcar do avião com o resto do grupo, Patricia estava prestes a chamar um carro quando a tia a interrompeu, dizendo que seu marido havia vindo buscá-la.Patricia observava de longe o homem encostado casualmente na van preta, falando ao telefone com alguém."Patty, quer carona com a gente?""Não precisa, minha família
Era originalmente um reality show de sobrevivência ao ar livre. Eles haviam entrado em uma vila quando começou uma chuva torrencial.Patricia teve um pouco de azar. Estava menstruada durante a tempestade e contraiu uma infecção viral, desenvolvendo febre alta de 40 graus. A equipe de produção havia filmado apenas dois dias quando acionou urgentemente o serviço de emergência.É o tipo de coisa que só acontece com ela.Tonta, estava deitada na enfermaria. Como detestava injeções, uma agulha permanente havia sido inserida no dorso da sua mão."Patricia, por que você não avisa sua família? Ouvi dizer que você se casou. Seu marido não vai ficar preocupado?"Patricia havia tirado licença durante os dias do casamento justamente para não esconder o matrimônio da empresa."Já disse que não é nada. Diretor , pode ir embora agora, eu me viro sozinha. Se realmente se sentir mal com isso, contrate uma cuidadora para mim."Embora Patricia fosse mimada, não era o tipo que chora sozinha no hospital.
Tudo havia terminado. Quando Patricia acordou no dia seguinte, descobriu que a empregada havia transferido todas as suas roupas para o guarda-roupa do quarto principal.É óbvio de quem foi esse acordo. Ela deveria elogiar Alberto por ser um homem de ação?Era sábado, dia de folga. Quando Patricia foi a sala, encontrou um homem lendo um jornal em uma mesa. Um passatempo tão antiquado tem um toque um tanto antiquado. O avô dela não gosta mais de ler jornais.Quando Alberto a viu sair, largou o jornal que tinha na mão e disse calmamente. "Venha comer."A tia foi imediatamente esquentar comida para ela.Patricia não tem o hábito de acordar cedo — é normal que pessoas em sua área de atuação tenham seus dias e noites invertidos. Ela tinha outro projeto para trabalhar antes do casamento, que começaria em alguns dias, o que significava que estaria trabalhando dia e noite novamente. Por isso, sempre que tinha uma folga, tentava recuperar o sono perdido.Enquanto Patricia tomava mingau, o home










Último capítulo