Os dias seguintes correram com uma leveza que impressionava. Clara e Henrique chegaram à Vascon como se a viagem tivesse colocado os dois no mesmo ritmo sereno, cúmplice, íntimo. Eles conversavam mais, riam mais.
Henrique passava pela sala dela como quem já conhece cada detalhe, como se aquele espaço fizesse parte da sua rotina. Trazia café, soltava piadas sobre o tempo, às vezes deixava um recado rápido rabiscado num papel qualquer:
"Respira. Você é brilhante."
Clara fazia questão de fingir q