Naquele momento, o mais estranho era perceber que, mesmo depois de tudo, eu não sentia medo de George.
O que me consumia por dentro era um tipo de raiva sufocante, um ressentimento cuja origem eu mal sabia explicar.
Odiava o jeito como ele me fazia sofrer, odiava ainda mais ter me apaixonado assim, sem perceber, depois de passar tanto tempo o desprezando.
Era uma dor amarga, difícil de suportar.
Meus olhos começaram a arder. Tive que fazer um esforço para segurar o choro, respirando fundo enqu