Assim que terminou de falar, se inclinou para me beijar. Um medo nauseante tomou conta de mim. Aproveitei sua distração e me apressei em tatear ao redor.
Quando toquei a garrafa de vinho, rapidamente a quebrei na mesinha ao lado e então pressionei um dos cacos contra o meu próprio pescoço.
Ricardo franziu o cenho com força, mas logo deu uma risada suave:
— Está tentando me assustar?
Apertei ainda mais o fragmento afiado contra minha garganta.
Olhei para ele friamente e disse:
— Eu não tenho medo