O domingo amanheceu nublado, com uma névoa delicada cobrindo o jardim da casa de Sol.
Clara desceu ainda de pantufas, abraçada a um cobertor azul-claro. O chá já estava na térmica — Sol tinha saído para correr, como vinha fazendo nas últimas semanas, deixando bilhetes pela casa em vez de palavras ditas.
Na mesa da cozinha, um papel dobrado.
“Se o dia estiver pesado, deixa ele chover.
Eu volto com pão.”
– S.”
Clara sorriu.
Fez seu chá.
E caminhou até o ateliê improvisado.
No cavalete, uma nova t