A livraria era pequena.
Uma daquelas escondidas entre duas cafeterias em Manhattan, com letreiros escritos à mão e flores secas nas vitrines.
Dentro, o cheiro era de madeira velha e páginas folheadas.
Era um dia comum.
Chovia lá fora.
Garoa fina, sem pretensão.
A mulher entrou sozinha, tirando o capuz do casaco.
Cabelos castanhos presos com uma presilha.
Mãos frias.
Olhos atentos.
Passeou entre as prateleiras.
Ficou na seção de arte por alguns minutos.
Depois, parou diante de uma estante com li