Clara acordou antes do sol alcançar a janela.
O apartamento ainda cheirava a café da noite anterior e tinta seca.
Abriu a cortina, sentiu a brisa fria da manhã entrando devagar, e sorriu sozinha.
Hoje, eles fugiriam.
Não por medo, mas por merecimento.
Separou morangos, uvas, queijo fresco, uma fatia de bolo de nozes que ela mesma assou dias antes.
Colocou tudo numa cesta de tecido xadrez, junto com uma garrafa de vinho branco na térmica pequena.
Pão rústico com crosta dourada, um vidro de gelei