O cheiro de café preenchia a casa quando Clara desceu as escadas envolta no casaco de moletom que Sol havia deixado dobrado na cadeira. Os pés descalços tocaram o chão frio de madeira, e ela foi guiada por sons suaves vindos da cozinha.
André cantarolava em francês — algo sobre manhãs e flores, talvez — enquanto colocava duas canecas lado a lado. Sorriu quando a viu.
— Dormiu bem?
— Dormi. — ela respondeu, sincera. — Acho que o silêncio aqui me ajuda a descansar.
— Aqui o silêncio é programado,